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sábado, 11 de junho de 2011

Entrevista Muricy Ramalho ao Jornal Estado de Sao Paulo


Vejam as principais partes da entrevista do Treinador do Santos Muricy Ramalho ao jornalista Antero Greco, publicada no Jornal O Estado de São Paulo, sexta-feira dia 10 de Junho de 2011.

Como o senhor está para os dois jogos finais?
Torneio importante, diferente mas não sou maluco por isso. Os outros é que ficam falando que preciso ganhar Libertadores. Nem penso nisso. Durmo muito bem antes dos jogos. Só perco o sono depois, por causa do estresse. Vou dormir às 5 da manhã e acordo as 7. Fora isso, nada, sou técnico de futebol e fui contratado pelo Santos para fazer um trabalho de longo prazo.

Tem problemas com mata-mata? Perdeu torneios assim.
Não sou bom de lembrar. Sei que cheque uma vez na final da Libertadores, em 2005(na verdade, em 2006 quando o São Paulo caiu diante do inter), e perdi. Mas ganhei muitos torneios e perdi outros desse jeito. É da profissão. Eu vivo disso. E sei que vivo dos resultados.

O senhor se acha melhor técnico do Brasil na atualidade?
Não sei se sou. Mas estou entre os melhores. Pelo menos a imprensa me elegeu 5 vezes. Aonde chego ganho títulos, valorizo atleta. Jogadores meus vão pra seleção, os clubes lucram com vendas. Meus números são bons, excelentes. Acho que assim se deve avaliar o técnico.

E não é o que acontece?
Não. Aqui no Brasil o cara ganha, ganha, ganha e o pessoal fala sempre, mete a boca. Fala menos, mas fala. Tem que analisar o técnico pelo trabalho dele no dia a dia, o custo/beneficio. Não na base do se ganhou Server, se não ganhou não serve. Mas estou acostumado.

Por falar em acostumado: está mais tranqüilo ou é impressão?
Muito mais. Acho que a gente vai ficando mais velho e muda. Levanto menos do banco, já não saio sem voz dos jogos.

Não ficou com receio de assumir o Santos, ser eliminado na Libertadores e receber criticas?
Sabia dos riscos. Mas confio no meu trabalho. Se eu quisesse, poderia ter pegado o Santos depois, no Brasileiro. Entrava na boa. Mas não sou assim. O Clube me queria e ia esperar. Peguei o Santos no jogo com o Cerro, fora de casa e não podia nem empatar. E não tinha Neymar, o Elano, o Zé Eduardo. Fomos lá e ganhamos.

O que mudou no Santos?
A concentração. Os jogadores ficaram mais focados e menos pilhados. Brigavam com juiz, com adversários. Tirei essa pressão deles. Na Libertadores, mostrei que não tinha essa conversa de guerra. É futebol, e bola.

Mas o senhor mexeu só nos aspecto psicológico?
Não. Eu via o Santos de fora. E via que individualmente era um dos melhores do Brasil, só estava um pouco desordenado. Se atacava e perdia bola na frente, ficava aberto. A gente não mudou a característica de jogar, continuamos a atacar, mas com mais equilíbrio. Lembro que falavam dos meus zagueiros (Edu Dracena e Durval), que eram ruins. São grandes zagueiros, só precisavam proteção.

O Ganso esta pronto?
Ele está um mês sem jogar e tem treinado forte. Dois período e esta bem. Não tenho certeza s e vai joga o primeiro jogo. Mas o segundo certamente. Ele esta bem fisicamente.

E é tudo isso que dizem?
Ele joga muito, é diferenciado. Meia antigo, mete a bola onde quer. Ele faz coisas incríveis no treino e no jogo. Tem visão demais. É o cara que ta faltando na seleção, não é? O meia de ligação, o cara que alimenta o ataque. Ele é demais.

E fica ou vai embora?
Não me ligo nisso. Quanto cheguei no Santos, todo mundo falava com ele a respeito transferências (os clubes de Milão, Inter e Milan, estariam interessados). Eu não ia encher a paciência dele com essa conversa. Então, falo com ele de futebol, do que ele sabe, do que ele pode fazer. Mas tô vendo que anda tranqüilo, sereno. E depois da Libertadores a gente vai saber se fica. Se ficar o Santos tem baita contrato pra ele. Mas futebol é negócio, tem muita gente envolvida e que quer ganhar dinheiro...

Seu time está bom, no limite ou no bagaço?
Agora esta ótimo. Tivemos dois meses muito desgastantes. É muita pressão, muito estresse pra todo mundo. No começo do Brasileiro, tivemos uma semana de folga. Contra o Botafogo, alguns folgaram, vão folgar de novo. Deu pra recuperar todo mundo. Meu temor é o psicológico e as contusões.

Psicológico Como?
Jogos decisivo toda hora, um atrás do outro, cansa demais. Mas o grupo agora esta confiante, com cabeça boa. E falei que não é pra ninguém mudar as características. O Peñarol é bom, forte no jogo aéreo, mas vamos jogar no nosso estilo.

Com liberdade para o Neymar?
Claro. Vou falar pra ele não driblar? Como vou me meter com um craque? Vai ficar à vontade. Um cara desses me dá um título. Só falo pra ele ficar esperto porque vai levar pancada, vão dizer que está com onda. É ficar sossegado e driblar. E não ta bom?

Coletiva de imprensa Muricy.


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