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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Insistem em diminuir o Santos.

Estou indignado de como alguns cronistas esportivo mostram não conhecer o Santos, vou reproduzir abaixo o texto de Ugo Giorgetti publicado ontem no Jornal Estado de São Paulo.
Pergunto, como pode um formador de opinião ,colunista em um jornal de grande circulação, ao menos não ter nem o capricho de acessar o site do Santos para tirar algumas duvidas antes de escrever um belo texto, mas com conteúdo falso, inoportuno  tendencioso.
Prezado Senhor Ugo por acaso você não lembra onde Pedrinho-Ex jogador se tratou de um problema crônico que o causou dor por muitos anos, e mais recentemente Maikon Leite, que para alguns especialista não jogaria mais futebol, alem de Dracena, Marcel, Alex zagueiro Chelsea são alguns exemplo de atletas recuperado no Cepraf, que faz parte do Centro de Treinamento Rei Pelé, no qual o senhor cita “não ser nada extraordinário”.
Acho ainda que o senhor não deve acompanhar Futebol Feminino e Futsal pois a base da seleção é formada por atletas do Santos. Para seu conhecimento o Santos ainda tem time de Vôlei, atletas no Judô, Karate entre outros.
Você não sabe como jovens atletas chegam na base? Simples caro Ugo, o Santos tem uma estrutura para isso, tem todo um processo de formação de atleta, existe planejamento para isso, alem do que no Santos é Trabalho.
Claro que no Santos se cometem erros, tem problemas, mas não na proporção colocada no texto, quando se compara com o São Paulo que nos últimos anos vem cometendo equívocos em diversas áreas.
A diretoria do Santos poderia convidar o senhor Ugo Giorgetti a conhecer as dependencias e estrutura do Santos Futebol Clube. 

Texto abaixo Copiado do Jornal Estado de SP.
 
Ugo Giorgetti - O Estado de S.Paulo (Publicaçao do Jornal Estado de SP dia 26/06/2011;
 
São Paulo e Santos são os grandes times do Estado, provavelmente do Brasil. A explicação é que os dois são verdadeiras fábricas de grandes jogadores. A prova disso é a Libertadores que acabou e as grandes exibições do S.Paulo no Brasileiro. O que explica o êxito sampaulino parece claro: é um clube gerido como uma empresa. Seus dirigentes são executivos altamente capacitados na administração e marquetingue, o clube tem metas a cumprir, resultados a atingir, pensados previamente e com todo o cuidado. Fabrica seus craques obedecendo a processos quase industriais, tem uma filosofia determinada da qual não se afasta quase nunca. Não se fazem loucuras no Morumbi, o clube não entra em sociedades estranhas e por isso tem o controle total de seus negócios.

Suas más fases duram pouco, são acidentes comuns a toda empresa, e sua torcida continua crescendo, como uma marca que conquista o mercado.
O Santos é muito mais difícil de explicar. Não é uma empresa, longe disso. Suas diretorias ao longo dos tempos sempre se mostraram iguais a tantas outras. Desde a época do Santos de Pelé fala-se de mistérios e trapalhadas, como malas cheias de dinheiro que sumiam, etc. E hoje em dia tem problemas como outros clubes ao lidar com os novos predadores do futebol, como no caso do Ganso.
Também passa a léguas da tal "estrutura" de outros times. Seu estádio na Vila Belmiro é menor que o estádio do Botafogo de Ribeirão Preto e ninguém parece preocupado com isso. O CT Rei Pelé, suponho, não deve ter nada de extraordinário e não me lembro de jogadores que tenham procurado o Santos para se recuperar de contusões. De vez em quando também faz contratações equivocadas e treinadores caem nas circunstâncias como caem em qualquer outro time.
Não se sabe como jovens revelações chegam ao Santos, mas de algum modo aparecem, e o clube é, indiscutivelmente, o maior colecionador de títulos do Brasil. Aí chega o momento de explicar como isso acontece. Não sei. Sei que não é com programas de computador, não é de notebook aberto, não é com régua de cálculo e manuais de administração de empresas que vai se explicar o Santos. Talvez seja algo na essência do próprio clube. O Santos é futebol. Nunca ouvi falar de outra coisa ligada ao clube. Nunca ouvi falar de times de basquete, vôlei ou atletismo no Santos. A falta de qualquer outra ambição que não seja um grande time de futebol é notória.
Também não passaria pela cabeça de qualquer santista ter estádios e instalações dignas de serem utilizadas numa Copa do Mundo, doença que atinge todos os outros clubes. O máximo que o Santos fará é emprestar seus craques para jogar bola. Será isso? Essa fantástica, fanática, incondicional adesão ao jogo o que motiva tantos jovens a aparecer no Santos? Será que entre os boleiros há um instinto, um sexto sentido, que os avisa que para a Vila podem ir, porque na Vila joga-se bola, só, nada mais que isso. E que quem joga bola terá vez? Será esse sentimento sutil e invisível que há muito tempo se espalhou pela comunidade dos boleiros que faz com que tantos craques permaneçam na cidade quando param de jogar? Será isso que mantém Serginho Chulapa e o grande Lima, tão paulistanos, presos a Santos até hoje? Para não falar de Zito, Coutinho, Ramos Delgado que só saiu de Santos para morrer e, claro, Pelé, que podia morar em qualquer lugar do mundo, mas fica em Santos?
Eles estão sempre por perto, sempre por ali e longe de amedrontar com seus feitos os garotos que chegam, parecem unidos numa confraria desorganizada que tem estranho prazer em ver outros continuando suas legendas e perpetuando suas conquistas. E eles chegam. O Santos vive desses jogadores que surgem do nada, subitamente, aparecem numa Taça S.Paulo e já vão parar no time principal. É raro o jogador que não vinga, é rara a promessa que não se cumpre. É possível que o mistério dessa cidade, e do clube que tem seu nome, nunca se explique. Mas se houver solução ela estará onde menos se espera. Talvez na voz de seus poetas, em Vicente de Carvalho, em Geraldo Ferraz, em Plínio Marcos, em Pelé....

Um comentário:

  1. Poderia dizer: "Sem comentários". Me recuso a acreditar que esse "dinossauro", "gagá" e esclerosado, trabalhe em um jornal de grade circulação como o Estadão, talvez estivesse "mamado" ou em uso de substâncias alucinógenas quando escreveu essa "merda" de coluna, ou quem sabe, é mal informamo mesmo.

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